quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Alimentação Diferenciada do Idoso

Na nossa primeira postagem, vamos conhecer um pouco mais sobre o tema e porque é tão importante conhecer sobre a bioquímica do corpo e dos alimentos para montar uma dieta adequada para cada faixa etária. O aumento do número absoluto e relativo de idosos devido ao crescimento da expectativa de vida e da queda de natalidade incentivou muitos estudos e pesquisas relacionadas à terceira idade para fomentar projetos sociais direcionados a esse público, algo que será necessário em um futuro próximo. Um dos mais importantes pontos de pesquisa, e, porque não dizer, o mais importante, é a nutrição. E é ai que encontramos a bioquímica.

Pensando apenas nas necessidades nutricionais, os idosos se satisfazem com a mesma dieta de outras faixas etárias. Dieta constituída de:




Têm por função fornecer o combustível para as mais diversas atividades do corpo, são ricos em carboidratos e lipídios, que auxiliam na absorção de vitaminas lipossolúveis mas devem ser consumidos moderadamente para evitar o sobrepeso e doenças crônicas como problemas cardíacos. Ex: (carboidratos) arroz, milho, pão , macarrão/ (lipídios ) amêndoas, manteiga, bacon, banha





São responsáveis pela construção e manutenção das diferentes partes do corpo bem como a reparação dos tecidos danificados.Essa função é exercida pelas proteínas que além disso exercem o papel de anticorpos, enzimas, receptores celulares, entre outros. Ex: ovos, feijão, soja, carne, leite







Regulam a funções do corpo, facilitam a digestão e absorção dos nutrientes, fortalecem o sistema imunológico e protegem visão, pele e dentes. Uma função exercida por vitaminas, minerais e fibras. Ex: pepino, berinjela, limão, mostarda, cereais integrais


No entanto, o envelhecimento causa uma série de alterações fisiológicas e metabólicas que afetam a nutrição. O trato digestório, por exemplo, sofre com a perda de força muscular dos intestinos, ocasionando uma motilidade retardada que leva a constipação e inflamação do estômago devido ao crescimento bacteriano anormal. Essa inflamação causa redução de ácido na cavidade estomacal prejudicando a digestão e absorção. Outro fator para cuidado com dieta do idoso é a perda de massa magra, que faz com que ele necessite de menos calorias.

A alteração hormonal também deve interferir significativamente na dieta da pessoa idosa. O pâncreas por exemplo libera menos insulina e  as células ficam menos sensíveis ao hormônio, ocasionando um metabolismo anormal da glicose. Essa é uma das explicações para o aumento do risco de crônicas nessa fase da vida.

Os idosos também sofrem com a perda parcial do paladar e do olfato, isso causa um menor apetite e dificuldade no preparo dos alimentos. As vitaminas e receptores no sangue, que influenciam na eficácia de vários medicamentos também se alteram com a dieta e o metabolismo da pessoa idosa.


Nas próximas postagens vamos discutir e justificar dicas para melhorar a qualidade de vida do idoso através de sua alimentação, além de falar sobre possíveis problemas que a falta de uma boa dieta pode causar e salientar outras mudanças que ocorrem no corpo humano com a terceira idade.  

Fontes:
http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v19n4/06.pdf
http://www.nutricio.com.br/alimentacao-idosos.htm

8 comentários:

  1. Achei o post bastante interessante, principalmente as informações relacionadas às mudanças fisiológicas e metabólicas no corpo do idoso. A população brasileira está envelhecendo (o que demonstra também melhora da qualidade de vida) e muitas vezes a sociedade e os próprios profissionais da saúde ainda não estão preparados para lidar com essa mudança. Logo, é necessária a discussão sobre a nutrição do idoso, já que o seu organismo está também mais suscetível a doenças crônicas, como diabetes e obesidade, e se faz necessário, por exemplo, a redução do consumo de açúcar (devido à alteração na produção de insulina), e de farinha branca (por causa das alterações no sistema digestório que dificultam a digestão). Gostei bastante do tema e aguardo novas postagens!

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  2. Com o processo de envelhecimento natural do ser humano é inerente que ocorram alterações fisiológicas (como a redução da força muscular do intestino) e e alterações metabólicas (como as alterações hormonais) que influenciam diretamente a alimentação, e consequentemente, a nutrição do idoso. Tal fato implica, por parte do idoso, uma mudança em relação ''ao que comer'' e ''o quanto comer'', ou seja, é necessária uma alteração do padrão alimentar das pessoas da terceira idade, como foi muito bem abordado no post, visto que é comum que eles sofram de doenças crônicas como as cardiovasculares e a diabetes, e a boa alimentação poderá reduzir ou retardar o aparecimento delas com a velhice. Também é importante ressaltar que com a melhoria da qualidade de vida, naturalmente a taxa de idosos aumenta, e assim os novos estudos sobre a alimentação na terceira idade contribuem efetivamente no sentido de esclarecê-los sobre seu hábitos alimentares, a partir do intermédio dos profissionais de saúde, que os auxiliarão diretamente. Achei o post bem explicativo, e espero aprender ainda mais do tema nas próximas postagens.

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  3. Muito interessante sua postagem ao falar sobre as diversas alterações metabólicas e fisiológicas que ocorrem à medida que se envelhece, como por exemplo a perda de força muscular dos intestinos, que prejudica assim o trato digestório, ocasionando uma motilidade retardada que leva a inflamação do estômago, devido ao crescimento bacteriano anormal, e a constipação. Não podemos esquecer que com a tendência do aumento da expectativa de vida, a prevalência de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial vem aumentando em dose. Doenças que tem como um dos pilares de tratamento hábitos alimentares restritos. Logo, é muito importante essa abordagem sobre a nutrição de pessoas da terceira idade. Achei o post bem claro e direto sobre o tema, e estou ansiosa para as próximas postagens!!!

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  4. Muito importante o tema deste blog e a forma como foi feita essa abordagem inicial, mostrando um contraponto entre o que pensamos que o idoso pode "teoricamente" ingerir e todas as suas limitações metabólicas decorrentes da idade, como citado no post a perda da força muscular dos intestinos e alterações hormonais, por exemplo. Outras alterações metabólicas decorrentes da idade bem frequentes também são a acidose, alcalose, a desidratação, a alterações de temperatura, as disfunções da tireoide e os distúrbios do metabolismo do açúcar. Outro problema pertinente é o acúmulo de radicais livres, que constituem uma ameaça para as células, pois quando atingem determinadas quantidades podem alterar as estruturas das proteínas ou das gorduras, favorecendo doenças como a arteriosclerose, a catarata e o enfisema pulmonar por exemplo , acelerando o processo de envelhecimento. Achei o post bem sucinto e claro, visto que o tema é de grande importância social aguardo as próximas postagens para me informar e aprender mais ainda sobre o assunto.

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  5. O aumento da expectativa de vida brasileira representa uma melhora na qualidade de vida no nosso país, mas principalmente, deve nos trazes questões como as que foram muito bem apresentadas na postagem: “Qual deve ser a bioquímica no prato do idoso? Quais alimentos ele pode ingerir? O que muda em relação ao funcionamento do sistema digestório?”. Indo além dessas questões é preciso ter em mente que atualmente o número de idosos vítimas de transtornos alimentares, está crescendo, visto que muitas mulheres e homens, acabam por querer tentar “barrar” seu próprio envelhecimento e prejudicar sua alimentação, a fim de se enquadrar nos modelos de beleza impostos pela sociedade, e que, grosseiramente, os exclui. Desta forma, faz-se importante um acompanhamento da alimentação dos idosos pelo serviço das unidades básicas de saúde, com o intuito de garantir que os mesmos façam uma alimentação adequada, rica em alimentos energéticos, construtores e reguladores, sempre com a preocupação com a quantidade, (para que se possam evitar doenças como o sobrepeso, e crônicas, como problemas cardíacos), e garantindo assim, que a melhor idade no Brasil possa gozar de uma vida saudável, (mesmo com a muitas alterações metabólicas, como a acidose, a desidratação, a alterações de temperatura, as disfunções da tireóide e os distúrbios do metabolismo do açúcar, fatores esses, que garantem o funcionamento do nosso corpo), equilibrada e justa. Certamente que esse caminho já começa a ser trilhado, através de programas governamentais que visam a população idosa mais pobre, e que diminuem, portanto, a pobreza extrema, a fome e a desnutrição. Aguardo novas postagens sobre o assunto.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Muito interessante a abordagem da composição nutricional necessária no prato do idoso e a introdução às mudanças que ocorrem no metabolismo do mesmo e que merecem atenção diferenciada, como a perda parcial do paladar e a alteração na absorção de insulina. Esta última causa uma diferenciação no metabolismo da glicose, o que, se o idoso não adaptar sua alimentação e não fizer exercícios físicos, pode levar a um quadro de diabetes tipo 2. Esta doença é muito frequente na terceira idade e que causa necessidade de aplicação rotineira de insulina e de mudança extrema da alimentação, além de aumentar o risco de doenças que, sem a presença da diabetes, poderiam ser facilmente controladas. Também é muito importante atentar-se para a ingestão de água, nutriente de fundamental importância metabólica, que atua, entre outras funções como agente das quebras das ligações peptídicas das proteínas, proporcionando a digestão das mesmas. A ingestão inadequada da água pode levar a quadros de desidratação, hipertensão, secura das mucosas, entre outros. Percebe-se assim a grande importância da atenção diferenciada para a nutrição do idoso. Apesar de o interesse pelo tópico ter aumentado consideravelmente, ainda é percebida uma grande negligência em relação às pessoas da terceira idade, panorama que deve ser modificado, visto o aumento da porcentagem de idosos na população e a crescente expectativa de vida. Aguardo mais postagens informativas a cerca desse assunto!

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  8. Vivemos numa época em que se cultivam muitos "maus comportamentos alimentares", o que certamente pode comprometer muitos ao alcançarem uma idade avançada. Há escolha de alimentos com base predominantemente no sabor por exemplo, o que faz com a alimentação possa ser abalada pela perda parcial de paladar e olfato, como disse o post. O hábito de comer apressadamente também deve ser alterado com o envelhecimento, já que há perda natural da função digestiva.

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